Ikwa: Qual a diferença de um curso a distância via internet de simplesmente se sentar na frente do computador e estudar?

06/11/2009 · Deixe um comentário

Muita, né? Quem fez, sabe. Como dizem os mineiros, uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Muito esclarecedor e assertivo.
Esse é mais um dos vídeos que fiz para Ikwa, que estão hospedados no UOL.

Mas a pergunta é boa. Espero que a resposta também o seja. Bom proveito!

 

Qual a diferença de um curso a distância via internet de simplesmente se sentar na frente do computador e estudar?

Em suas demandas ao aprendente, essas duas aprendizagens compartilham de muita coisa: autonomia, flexibilidade, afinidade com o meio eletrônico etc.

Um curso é uma certa experiência de aprendizagem. Um  conjunto selecionado e organizado de informações, a proposição organizada de atividades pra você fazer, empregando aquilo que aprendeu. Supostamente, organizado contando com a expertise de um profissional daquilo, que montou o curso e aponta uma série de caminhos, uma certa organização de elementos com os quais você interage.

Fuçar e aprender com materiais disponíveis na Internet é uma outra experiência, que você compõe dentro dos limites do seu universo de conhecimentos.

A aposta é que quando a gente faz um curso, aquilo será mais rápido e/ou mais efetivo do que se eu estudar por conta, seja na internet seja na biblioteca.

E tem o fato de que, se for um curso que envolve interações humanas, você pode ter um professor, que está ali pra te ajudar na sua aprendizagem, e um grupo de colegas que estão vivendo aquela mesma experiência, e com quem dá pra ter um diálogo qualificado.

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Ikwa: Graduação semi-presencial?

04/11/2009 · Deixe um comentário

Nesse vídeo, a idéia era tratar do ensino semi-presencial, na esteira de umas discussões com a Ivelise Fortim, colega de Ikwa e professora da PUC-SP. Só que eu dei uma ênfase tremenda no “Presencial com pitadas de EaD”, e nem toquei no “EaD com pitadas de presencial”, que é o outro lado da moeda – ah, que falta faz um editor de conteúdo pra dar uns coques na cabeça da gente :-D
Saudades do Hélio Gomes Filho, atualmente editor da Isto É, que pôs a pilha inicial no Pra Onde Vou :-)

Carregando esse bug no bucho,
vai aqui o dito cujo:

(esses frames automaticamente escolhidos pelo UOL pro
front page do vídeo são abomináveis… ;-)   )

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(atualização 06/11/2009 – resumo em texto)

Graduação semi-presencial

Temos que diferenciar curso semi-presencial de curso presencial utilizando os 20% (ou a porcentagem máxima determinada por legislação expecífica) a distância possíveis em cursos presenciais.

Cuidado com o uso “20% livres” do curso, ok? Muitas vezes se colocam disciplinas “menores” nestes 20%, como forma de reduzir custos com menor impacto afetivo nos alunos. Isso NÃO É BOA PRÁTICA. Usar os 20% de modo produtivo e criativo, é excelente, é bom para todos os lados.

Os currículos semi-presenciais devem ter um projeto pedagógico que contemple ambas as modalidades, indique o que caberá a cada uma, e estabeleça programas de disciplinas que deixem clara como a EaD será utilizada. São que nem carro flex: combinam vantagens de cada um dos dois métodos.

Para quem tem dificuldade com EaD plena, pode ser muito interessante, quer para experimentar sem muito risco, quer para dar mais conforto. Para quem tem dificuldade em se deslocar todos os dias, pode também ser bom negócio.

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Ikwa: Educação a distância é mais fácil?

02/11/2009 · Deixe um comentário

Nos últimos 6 meses, me trabalhei em um projeto muito interessante – também por isso sumi daqui – pra um site paulistano, o Ikwa. Nos próximos posts vou comentar algumas coisas que aprendi nessa história.

Um lindo trabalho de documentação sobre formações  e profissões (o Ikwa, não meu projeto lá :-)   ), voltado à Orientação Profissional, ao qual meu projeto é complementar: meu trabalho foi desenhar e implementar uma área de EaD (“Cursos Livres”) que pudesse apoiar a operacionalização da escolha. Uma reflexão sobre a carreira e a formação que pudessem ter ali, no mesmo contexto, uma oferta de cursos a distância afinados com essa reflexão/escolha.

Uma das ações desse trabalho foi o “Pra Onde Vou – Qualificação Profissional”, uma série de vídeos publicados no UOL, tratando  do tema EaD, nos aspectos que usuários do Ikwa considerassem relevantes.

Vou começar a postar, fora da ordem original de publicação, alguns desses vídeos. O primeiro vai aí abaixo, espia só (e comente, se achar relevante):

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(atualização de 06/11/2009 – um pequeno resumo em texto)

Curso a distância é mais fácil?

Não, decididamente não é. Um curso a distância demanda estudo e realização de atividades como qualquer outro. Além disso:

  • demanda disciplina. Como a EaD não tem a circunscrição física de hora e local, é necessário que o aluno crie, ele próprio, essa regularidade de trabalho;

  • demanda atenção à comunicação, porque a interação se dá através de trocas de e-mails e fóruns de discussão. Ela não é fortuita, casual; é intencional, e precisa de atenção;

  • outro aspecto que precisa de intencionalidade é a interação não-acadêmica com os colegas. Isso acontece de forma espontânea no presencial e, na EaD, tem que ser algo realizado com intencionalidade;

  • é preciso atenção aos eventos do curso, como momentos síncronos de aula, palestras e datas de entrega. No presencial, você vê os movimentos das pessoas, ouve o bochicho. A distância, isso não acontece dessa forma, e a atenção deve ser redobrada.

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Post Dominical – Samba de raiz

05/04/2009 · 2 Comentários

Um post do jornalista Bruno Ribeiro – dono dum blog que é um roteiro  qualificadíssimo da botecagem Campineira – redimiu o carnaval. Já faz mais de mês, mas isso não me sai da cabeça.Foi um maravilhoso refresco da torrente de sambas ruins que vaza de todos os cantos nessa época, inapelável, sem choro nem vela. 

Foi nele que dei de cara com um vídeo do sambista Candeia, extraído de um documentário do Leon Hirszman, Partido Alto: uma música singela, rica, criativa, alegre, participativa, coisa fina. Feita por pessoas, para pessoas, diferentemente dos produtos que saem diretamente da máquina de moer carne e são arremessados às nossas orelhas.

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Experiências complexas

02/04/2009 · 2 Comentários

Umas semanas atrás escrevi sobre meu amor pelos telefones Nokia. Mas algo que realmente me impressiona, e do que eu morro de inveja, é bem específico: a forma como se dá, e a potência implícita, na integração entre o dispositivo (sua mobilidade e seu software), o Google Calendar e o Thunderbird/Lightning. Isso mudou de forma muito significativa minha relação com a agenda e o trabalho em equipe.

Um lado disso é puramente idiossincrático: deixei de me sentir um incompetente no uso de agenda -  “subnormal da organização pessoal”, expressão dura, porém sincera. A (bela) recriação do conceito no novo meio foi fundamental para que eu me apropriasse disso.

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A velha, boa e ríspida linha de comando

02/04/2009 · Deixe um comentário

Nesses tempos de mil modernidades, em que nos é prometida a graça de conversar com o computador em viva voz – ou nem isso, pensar e ser entendido (e atendido!) – fui salvo pela linha de comando.

Quem lida com sistemas na internet, instalados em servidores remotos, funcionando sobre sistemas operacionais que nunca são Windows de usuário final, sabe que de vez em quando a coisa empaca – estou falando de gente comum, não de profissionais da área. Dia desses, quando um Control Panel se fazia de surdo aos meus cliques, um amigo de saberes pré-cambrianos me salvou através da linha de comando. Com meia-dúzia de ls, chdir, chmod, du , parâmetros certeiros e feitiços afins, pronto, lá estava meu problema resolvido.

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Novos modelos de negócios e a indústria jaboti

17/03/2009 · 2 Comentários

Duas notícias (os links estão ali embaixo) me fizeram pensar como algumas indústrias se recusam terminantemente a encarar a mudança, enquanto outras se esforçam por acompanhar aquilo que acontece no mundo ao seu redor, e evoluir – no sentido Darwiniano da coisa, sem julgamento de valor.

Desde que dei as primeiras aulas profissionalmente, faz quase 20 anos que as minhas atividades vêm se transformando. Entraram as dimensões da pesquisa e da gestão, os temas e públicos mudaram por diversas vezes; nos últimos 10 anos, em função da mediação tecnológica e dos projetos corporativos de e-Learning, o próprio estilo de trabalho se transformou profundamente.

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Meus adorados Nokia série E

15/03/2009 · 2 Comentários

Como acertadamente diz minha analógica esposa, eu gosto de botãozinho. E gosto de telefones Nokia, sempre achei seus sistemas operacionais bem desenhados e gostei dos softwares embarcados nos dispositivos. Bem ao contrário da opinião que tenho dos meus últimos Motorola, todos complicados: o último que tive, uns 3 anos atrás, foi um V3, e levei dias lendo o manual para conseguir usá-lo de verdade. Pros Nokia, o manual é material de apoio: 70% aprende-se na unha, tranquilamente.

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Educação corporativa e avaliação de aprendizagem

14/03/2009 · Deixe um comentário

Nesses anos em que venho trabalhando para clientes corporativos, muitas vezes tive que validar produtos instrucionais feitos por outras equipes, e a avaliação de aprendizagem volta e meia aparecia como um ponto a ser remodelado.

O equívoco mais comum são avaliações burocráticas, voltadas somente para quantificação da recuperação de informações vistas no curso – mesmo que o objetivo principal deste curso seja outro. Ainda que não de caráter “burocrático”, o desalinhamento entre aquilo que a avaliação mede e aquilo que o curso pretende é, em inúmeros casos, grande.

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Tiririca no Gramado

11/03/2009 · 2 Comentários

Pra começar, uma coisa deve ficar bem clara: se você chegou aqui por conta do Palhaço Tiririca, esqueça. Volte ao Google e seja feliz.

Mas se você quer saber da praga de gramados e hortaliças (“planta daninha perene, muito agressiva, altamente competitiva e alelopática*”, quem diria…), estamos alinhados. O assunto não tem nada que ver com o papo central desse blog, mas… quando precisei encontrar  informação qualificada e organizada sobre o que fazer para dar um sumiço nas minhas tiriricas, dei com a cara na porta. Quando uma amiga também precisou, resolvi investir uns ATPs em uma busca; organizando a informação que encontrei, voilà, aqui vai ele: um primeiro post da categoria Vida Rural :-)

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